Já me tinha perguntado quem era eu fora do meu contexto. O que eu era eu sem a minha escola, os meus pais, os meus amigos, os meus amores. Sem ter os assuntos comuns que costumava usar para quebrar o gelo, sobre a cidade, sobre a materia, ou sobre alguem conhecido. Quem era eu so por mim, sem todos esses enfeites. Tive uma oportunidade de o saber. Cá estou eu, sem nenhuma dessas coisas adjuntas. Adjuntas mas que me fazem falta, atenção. E fui surpreendida. Nao era o que esperava, embora nao esperasse nada de concreto. Nao era a ideia que tinha minha dentro do meu contexto. E acredito que nao seja mesmo. Mas eu so tenho mesmo, ou só sou mesmo, aquilo que consigo trazer comigo (como bagagem), quando nao trago mais nada sem ser uma mala com roupa.
Sábado, 24 de Abril de 2010
Já me tinha perguntado quem era eu fora do meu contexto. O que eu era eu sem a minha escola, os meus pais, os meus amigos, os meus amores. Sem ter os assuntos comuns que costumava usar para quebrar o gelo, sobre a cidade, sobre a materia, ou sobre alguem conhecido. Quem era eu so por mim, sem todos esses enfeites. Tive uma oportunidade de o saber. Cá estou eu, sem nenhuma dessas coisas adjuntas. Adjuntas mas que me fazem falta, atenção. E fui surpreendida. Nao era o que esperava, embora nao esperasse nada de concreto. Nao era a ideia que tinha minha dentro do meu contexto. E acredito que nao seja mesmo. Mas eu so tenho mesmo, ou só sou mesmo, aquilo que consigo trazer comigo (como bagagem), quando nao trago mais nada sem ser uma mala com roupa.
Quarta-feira, 21 de Abril de 2010
Domingo, 18 de Abril de 2010
Quarta-feira, 14 de Abril de 2010
Terça-feira, 13 de Abril de 2010
Segunda-feira, 12 de Abril de 2010
Sábado, 10 de Abril de 2010
Sexta-feira, 9 de Abril de 2010
Domingo, 4 de Abril de 2010
Olá ( Cá estamos nós outra vez)
quero reconhecer-te
e beber um café
dizer-te de onde venho
e perguntar-te porque
sorrir-te cá do fundo
e subir os degraus
eu quero dar-te um beijo
a cinquenta e tal graus
e beber um café
dizer-te de onde venho
e perguntar-te porque
sorrir-te cá do fundo
e subir os degraus
eu quero dar-te um beijo
a cinquenta e tal graus
jorge palma
O regresso é sempre mais chato que a partida, principalmente as viagens de avião. Porque de resto, já estava com o bichinho de voltar. E quinta lá vou eu outra vez. É bom sair e refrescar a cabeça, mas também é quando voltas que vês que deixaste aqui tanto, e não tens tempo até quinta de matar saudades de tudo, e que às vezes quem menos esperavas te quer dar um beijo antes de ires, e que quem esperas principalmente está quase a ir para perto de ti, que tanto senti falta nesta semana. É chato comemorar um aniversário sem poder dar os parabéns pessoalmente. Principalmente de um aniversariante tão importante. Também é chato ainda não ter as fotos da viagem, porque a organizar estes posts ficam uns em falta. O que não é chato é que a contagem decrescente diminui, e como dizia Saint- Exupery quando uma pessoa está cativada, quanto mais perto chega a hora de encontrar quem a cativou, mais borboletas na barriga. Mais sobre o aniversário, se o escrever, será no papel. Este blog está a virar muito cor de rosa. Estou a pensar em mudar-lhe o inteface ou layout ou lá o que isto é. O que interessa é que, nunca me soube tão bem estar outra vez em casa. E tal como quando me despedi, e já aqui escrevi, deixava mais do que pensava, tinha mais do que achava, e melhor ainda, fui capaz de fazer alguém sentir o que já não sentia há muito tempo. Aquela palavra portuguesa sem tradução. Mata-se amanhã.
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