segunda-feira, 6 de setembro de 2010

parte 1 - por mariana alves

Lugares comuns, admito. Não és o teu trabalho, não és a tua casa. Não és o que dizes por vezes também, não és os teus amigos nem o que trazes na carteira. Gostavas de por vezes não seres o que fazes. És o que sabes? Ou melhor, o que não sabes? Não. Podia primar por impressionar, serei mais se citar clássicos? Se publicar críticas à sociedade? Se calhar apenas não faço o erro de opinar sobre o que não sei, se calhar é mais valiosa uma pérola, assim dita, de vez em quando, oportuna, do que semana sim semana não vomitar pérolas, que nem uma ostra. Será assim tão menor a prática? O que sabemos com as mãos, com o corpo? A arte, de fazer a arte? Ou mesmo de a tentar?

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