domingo, 27 de dezembro de 2009


Continuo a chegar a casa de noite (ou de tarde escura de inverno) e a olhar da mesma maneira para o céu, com o mesmo espanto, procurando sempre mais. E desde algum tempo a pensar 'aqui estou eu, como sempre e outra vez embasbacada com o céu. o que isto me faz lembrar...' Ali fico, a segurar o saco da lenha (porque está frio, mas nesse momento até me esqueço), mas a tentar ver mais perto o que está mais longe, e logo agora que sei que sou míope. Continuo a pensar no mesmo para adormecer. Ah, isso sim, é mais velho que as estrelas. Continuo a abrir o pequeno livro vermelho sublinhado, para sentir. As estrelas, pois, essas estrelas de campos de futebol à noite, que resolvem aparecer cadentes quando vamos passear o 'nosso' cão. Essas estrelas do alto de um cruzeiro. Ou de uma noite de queima das fitas, em que só havia uma. Cada vez abro mais caminhos para continuar, mas vou deixando umas estradas por acabar. Umas de bom grado, outras com saudade. Continuo a ter impulsos para escrever, mas a diferença é que não pego na caneta. Ou que tenho mais medo de sair algo circular. Continuo a arriscar? Deixei de achar piada ao natal. Acabo por tomar riscos,mas são sempre mais seguros. Vou começar a fazer a minha lista de objectivos para 2010. Sempre achei mais piada ao fim de ano. continuo a começar a escrever sobre alhos,e acabar em bogalhos - mas às quatro e meia da manhã é o máximo que posso dar. boa noite

1 comentário:

João Prata disse...

um dos objectivos era ter um namorado como eu?