quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

'Andas com essa coisa de bolhas de sabão no bolso a que propósito?' Sim,se alguém me vir a andar a pé é sempre com bolhas de sabão à volta,tal qual uma criança.Não é preciso um pouco de magia todos o dias? Posso ser confundida com uma menina de sete anos,já que a altura não revela muito,e é isso vergonha? Ao soprar por aquela coisinha e fazer uma bolha recupero toda a simplicidade e pureza de um olhar ingénuo e feliz. Posso saltar e dançar e sorrir e sentir o sol ou a brisa de fim de tarde. Dar um pouco de magia quando a recebemos,ou quando acontece o contrário. Somos todoss bolhas e todos nos rebentamos uns aos outros. Alguns rebentam por eles mesmos, no ar.. Mas em vez de ir aquele caminho a fazer bolhinhas e contar as pedras da calçada podia ter rebentado uma bolha na janela,para saberes onde é. Mas não. Bolha que dispersa e vai sem avisar. A que propósito a magia é como ar? Já sem o meu brinquedo na mão contornava um grande estádio de futebol (ou nem assim tão grande),e via as portas fechadas de um lugar que eu conseguia ver perfeitamente só com a mente o outro lado da porta,um vão frio de escadas cinzentas que subindo dava para um protótipo de campinho de futebol,onde com um céu só um pouco mais escuro do que o que estava hoje,saí à meia noite em ponto com algum frio e com o dia ganho. O dia,o mês,o ano. E tinha que ser no preciso momento em que parava e ficava especada a olhar para essa porta que o sistema aleatório de músicas do meu ipod escolhia a música mais irmã daquele lugar? E no céu já estrelas.. Gosto que a minha sala de ballet seja no estádio. O caminho para lá tem a sua beleza, e tem o seu lado terapeutico observar o campo de futebol,se bem que um jogo nunca lá vi. Deixa-me mostrar-te o meu brinquedo de fazer bolhinhas de sabão,eu dou-te boleia.

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