segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

greve (de fome)

é preciso um dia de chuva para assentar e ter um dia (in)completo? um dia em que não bebes do sumo que te faz viver,mas que saboreias uma data de outros licores. trazem-te ainda a memória dos sabores que pemaneceram passado os dias. como um copo de água fresca que te rejuvenesce sempre que pegas nele,sabor habitual mas que cada vez se entranha mais e passou a ser essencial,e se não o tomas no mínimo em cada oito dias,te desregulas. o sumos que gostavas há anos e começaste a beber outra vez. o misterioso trago desconhecido,que esperas que seja um chocolate quente,e que te sacia mas que não sabes quando vais voltar a beber,se voltares a beber.. o leite com mel que te aquece a voz devagarinho e que se pode tornar de uso mais frequente,nunca se sabe. o travo amargo de um café,que bebes de vez em quando,mas que aprecias,e querias beber mais vezes,que nunca te soube desta maneira e que não sabes porque mudou,nem se virás a saber. o inesperado sabor de uma mistura de que nunca tinhas ouvido falar,e que nunca pensaste resultar no mercado. e saboreias nesta chuva então,um copo de batido fresco do verão como velhas fotografias na companhia de dois copos de vinho antigo,um de tinto que te traz à música que deixaste na gaveta,das mãos que estavam desabituadas mas que o vinho fez renascer; outro de branco a levar te aos inicios do século a que só viste o fim. depois de um chá frio,tipicamente britânico,bebes um gole de granizado,daqueles dos cinemas,ao fixar os olhos por vinte minutos num pequeno ecran até fazeres pause e voltares para a noite anterior ao dia em que voltas a beber o sumo que te mantém o coração a latejar(de um copo gigante com várias palhinhas,mas se não chegarem para todos,partilham-se).

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