quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

rascunho entre trezentos e sessenta e cinco


foi um ano e pêras. já pensei em escrever sobre ele,mas cansa demais. quem sabe,sabe; quem fez,fez ; quem viveu,viveu ; quem marcou,marcou ; e a quem se lembrou,foi porque marquei. espero que o próximo supere,porque dois mil e oito foi tão imperfeito que levou à perfeição. que de janeiro a março fui mais feliz que em qualquer outra altura. que em abril e maio chorei mais do que alguma vez tinha chorado. que em junho e julho ganhei muitos laços,alguns ficaram por criar (e ainda bem porque nao valiam a pena),outros criaram-se mesmo - e que ganhei um irmão (que viria a perder). que agosto foi perfeito na ingenuídade. que setembro teve desilusões,erros e prazeres. que a partir deste comecei a lutar pelo meu sonho. que de outubro a inícios de dezembro foi uma sucessão de partilhas,de muitos foras de casa. que dezembro foi bom,com os velhos e com os novos (nao me refiro a idades). que de janeiro a dezembro entrei num grupo de treze abelhas que fazem muito mel,e bom,que vai ser comido em dois mil e nove,que cresci muito nesse grupo (Bonifrates). um ano em que ganhei muita gente que não me deixa,mesmo longe,mesmo calada,mesmo com fantasmas,mesmo passado. conheci a metade de mim,que não me deixa fugir da minha simplicidade e me faz crescer. conheci quem pensava ser a minha alma gemea e sei que estará sempre pronta para mim se precisar,e com ela quem me perceba num assunto de compreensão mútua única. e quem uma vez por semana me traz um bocadinho de sol,numa hora de almoço,num bocadinho de tarde,ou em cinco minutos. porque neste último dia do ano sinto que me tornei mais, maior,mais pequena. foi um ano e pêras.

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