quarta-feira, 5 de novembro de 2008

mg

sentei-me na cama,remexi todas as memórias à procura dum rasto de papel..mas o quê? tenho muitas coisas digitais,de resto só momentos..posso-me gabar de isso ou lamentar apenas,prefiro ficar contente. tinha um peluche,que teve a sua história de encontro e desencontro,de que ficou só a sua argola e o seu lenço,é assim quando se confia demais.. nao havia bilhetes,nao havia nem uma fotografia..nem há..lembrei me de repente que poderia por milagre ter guardado o bilhete de cinema daquele filme seca,daquele filme que parecia que nunca mais acabava,daquele que foi o melhor filme da minha vida,mas nessa altura eu nao tinha o habito de guardar esse tipo de coisas,deve ter parado no lixo (não por desinteresse,porque naquela altura não valia). Ainda o vou procurar.. e depois há o desenho.. mas não é papel.. está guardado neste formato virtual que eu nao queria colar à minha caixa.. há ainda o que eu escrevi e desenhei,mas não está comigo,nem quero pedir,talvez peça não sei.. como pode restar quase nada físico do melhor quadrimestre de uma vida? como podem restar só memórias? é bom? gosto de pensar que sim. tenho o que vivi. isso ninguém me tira. muito menos parvos que nao dao valor a votos de confiança. mas gostava de poder ter pelo menos uma fotografia... { paciência.. }

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